O crédito à habitação voltou a acelerar. Em julho, o stock de empréstimos para compra de casa atingiu 118 mil milhões de euros, depois de crescer 1,2 mil milhões num único mês. É a maior subida mensal desde dezembro de 2009 e, em termos homólogos, o crescimento de 11% é o mais elevado desde fevereiro de 2003. Mas o que está realmente por trás destes números?
Há números que ajudam a perceber que alguma coisa está a mudar. E este é o caso dos dados mais recentes do Banco de Portugal.
Em julho, o stock de empréstimos para habitação em Portugal atingiu 118 mil milhões de euros, um novo máximo. Num único mês, aumentou cerca de 1,223 mil milhões de euros, a maior subida mensal desde dezembro de 2009.
Mas há um dado ainda mais expressivo: em comparação com julho de 2025, o crédito à habitação cresceu 11%, a maior taxa de crescimento homólogo desde fevereiro de 2003. Ou seja, o crédito à habitação está a crescer a um ritmo que Portugal não via há mais de duas décadas.
Há, no entanto, uma distinção importante a fazer! Quando se diz que o crédito à habitação atingiu 118 mil milhões de euros, não significa que a banca tenha concedido este valor em novos empréstimos. Estamos a falar do stock de crédito à habitação, o montante global dos empréstimos que permanece em carteira. Ainda assim, a evolução mensal é bastante significativa.
ENTÃO, QUAL O CENÁRIO ATUAL?
O stock de crédito pode crescer não apenas porque há mais novos empréstimos, mas também porque o ritmo a que a dívida existente é amortizada diminui.
A procura de financiamento voltou a ganhar força. O mercado imobiliário continua a revelar uma procura significativa por habitação. E comprar casa em Portugal continua, para uma grande parte das famílias, a significar recorrer a financiamento bancário.
MAIS CRÉDITO SIGNIFICA QUE OS BANCOS ESTÃO A FACILITAR O ACESSO?
Não necessariamente. O crescimento do crédito à habitação mostra que o financiamento está mais dinâmico mas isso não significa que os critérios sejam mais flexíveis.
São coisas muito diferentes.
E A GARANTIA PÚBLICA?
Não podemos esquecer que o mercado também está a ser influenciado pelo regime de garantia pública para jovens até aos 35 anos. Este mecanismo alterou o contexto para determinados compradores que, apesar de terem rendimentos para suportar um crédito, enfrentavam uma dificuldade muito concreta: ter capitais próprios suficientes para a entrada.
Mas importa salientar, ainda assim, que a garantia pública não significa crédito garantido.
A garantia ajuda a resolver uma questão de financiamento. Não elimina o risco – que continua a ser avaliado pela Banca.
ENTÃO, O QUE NOS DIZEM REALMENTE OS 118 MIL MILHÕES?
Dizem-nos que o crédito à habitação voltou a ocupar um lugar muito relevante na dinâmica financeira das famílias portuguesas. E dizem-nos também que estamos perante um mercado diferente daquele que existia há dois ou três anos.
Tão interessante quanto os números, é ter consciência que eles não dizem os bancos deixaram de avaliar cuidadosamente os clientes. Não dizem que qualquer pessoa consegue financiar 100% de uma casa. E não dizem que uma prestação mais baixa significa necessariamente um crédito mais barato.
Dizem, sim, que o mercado de crédito está mais ativo. E isso, por si só, já é importante.
O MERCADO MUDOU
No contexto atual, é necessário ir além da questão “Qual é a prestação que consigo pagar?” É preciso olhar para o crédito como um todo. Quanto custa? Qual a duração do contrato de crédito? Que capitais próprios preciso? Que impacto têm os seguros? O que acontece se as condições de mercado mudarem? E, sobretudo, esta solução é adequada à minha realidade?
Os 118 mil milhões de euros são um retrato do mercado. Não são um retrato de cada comprador. Para responder a essas perguntas, é preciso sair da estatística e entrar na realidade de cada pessoa.
O CRÉDITO À HABITAÇÃO ESTÁ A MUDAR. E A GOLD ACOMPANHA ESSA MUDANÇA
Para a GOLD by Maxfinance, cada cliente tem um perfil, exige análise e comparação detalhadas e personalizadas. Cada operação tem uma estrutura. Cada processo exige critérios e condições diferentes.
É por isso que um mercado de crédito mais dinâmico não significa que deva decidir mais depressa. Significa que deve decidir melhor.
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Porque o mercado pode ser feito de milhões de euros. Mas a sua decisão é pessoal. Fale connosco!
Frase Chave: Os bancos estão a emprestar mais para comprar casa